Nos últimos anos, têm vindo a ser instalados em todo o território português passeios, miradouros e baloiços, com o objetivo de aumentar a atratividade turística dos respectivos locais e concelhos. Os impactos locais, bem como os perfis dos utilizadores destes equipamentos, permanecem inexplorados na literatura académica. Este projeto exploratório pretende colmatar esta lacuna de conhecimento através do estudo das repercussões destas construções em termos de aspectos socioeconómicos, ambientais, turísticos, culturais e paisagísticos a nível local. Além disso, o projeto investigará o perfil sócio-demográfico dos visitantes.
António Azevedo (Lab2PT – Universidade do Minho)
Francisco Freire (CRIA – NOVA FCSH)
Luís Silva (CRIA – NOVA FCSH)
Rute Matos (CHAIA - Universidade de Évora)
Aurora Carapinha (CHAIA - Universidade de Évora)
Amélia Frazão-Moreira (CRIA – NOVA FCSH)
Livre
1. Que estratégias subjacentes estão a impulsionar a implementação generalizada destas
estruturas pelas autoridades locais?
2. Que impactos têm estes novos elementos construídos nas populações locais e nos visitantes (em termos de transformação das paisagens, dos seus aspectos ecológicos, históricos e culturais)?,
e valores sensoriais/perceptivos)?
3. Como é que a implementação destes equipamentos deve ser entendida no quadro das políticas públicas associadas ao desenvolvimento sustentável (ou seja., valorizando os locais e as comunidades-alvo e integrando-os em quadros de valorização da paisagem, não só como espaço para as comunidades locais, mas também como destinos atractivos para os visitantes, potencialmente geradores de novas dinâmicas económicas nas áreas-alvo)?
Na sequência de um conjunto de entrevistas com os intervenientes nos estudos de caso e da distribuição de questionários aos visitantes dos passadiços do Mondego e do Paiva, serão apresentados alguns resultados preliminares, derivados de uma análise dos conteúdos e dados disponíveis.