Piracema Nu Bai: Mostra de Cinema Indígena, Negro e Periférico arranca em Lisboa e Queluz na próxima terça-feira, 3 de junhoª, no âmbito das iniciativas de divulgação e sensibilização do projeto EDGES. Na quarta-feira, 4 de junhoth, tem início a oficina "Reflorestar o património: museus e a retomada dos povos indígenas", no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), em Lisboa.
O projeto EDGES (Entangling Indigenous Knowledges in Universities) é uma rede de intercâmbio HORIZON-MSCA Staff Exchanges com coordenação científica de Rodrigo Lacerda (CRIA – NOVA FCSH / IN2PAST), investigador responsável (IR) do projeto exploratório InDigit, co-curador da Mostra de Cinema ‘Piracema Nu Bai" e membro da Comissão Organizadora da oficina "Reflorestar o Património".
Ambos os eventos contarão com a presença de vários cineastas e investigadores indígenas. A oficina lança o EDGES WP 5 (quinto pacote, ou conjunto, de tarefas): ‘Reclaiming and Redefining Heritage' (Recuperar e redefinir o património): 'Data Governance, Displays and Preservation in Collections and Museums’ e decorre até 6 de junhoth, no Anfiteatro Manuel Valadares, no MUHNAC.
A mostra decorre até 7 de junhoth, na Casa do Comum, no Cinema Fernando Lopes e na Mbongi 67, reunindo cineastas indígenas da América Latina e cineastas negros residentes em Portugal e na Europa. Todos os filmes são legendados em português.
A "Piracema Nu Bai" propõe um olhar inovador sobre cinematografias historicamente marginalizadas no circuito cultural, promovendo o encontro entre diferentes expressões estéticas e experiências de resistência. Estarão presentes os/as cineastas e pensadores/as indígenas Olinda Tupinambá e Ziel Karapotó (Brasil), Francisco Huichaqueo (Chile), Citlalli Andrago e Joshi Espinosa (Equador), em diálogo com cineastas afro-descendentes radicados na Europa.
Veja a programação completa da Mostra de Cinema Indígena, Negro e Periférico aqui e da oficina "Reflorestar o Património" aqui.