Em 2018, iniciámos o estudo arqueológico da paisagem fortificada do Extremo, identificando um complexo defensivo semelhante ao que se conserva a norte, na fronteira galaico-portuguesa, resultado do processo de construção que acompanhou a Guerra da Restauração. Estas estruturas tiveram um grande impacto nas paisagens anteriores, tendo sido posteriormente transformadas por novos processos, como a construção de socalcos de cultivo.
O Extremo é um local privilegiado para desenvolver uma investigação centrada no paradigma Ciência, Tecnologia e Sociedade, orientada pela seguinte hipótese de investigação: esta paisagem cultural no período histórico responde a dois processos de construção sobrepostos na Idade Moderna, que correspondem a lógicas macroestruturais muito diferentes (a Guerra da Restauração, no século XVII, e a construção de uma paisagem agro-pastoril que se intensificou no século XVIII).
A equipa pretende também compreender de que forma os processos socioeconómicos atuais (despovoamento, emigração, atividades extrativas) estão a gerar novos resíduos nesta paisagem. A sua compreensão deve fazer parte da procura de soluções para revertê-los, em conjunto com a população que os habita, objetivo fundamental deste projeto.