Este projeto visa o desenvolvimento de uma agenda de investigação sobre o modo como a violência se inscreve nos regimes de memória/ património, tendo como quadro empírico os desdobramentos históricos e sociopolíticos do projeto imperial português e do Estado Novo, e as trajetórias pós-coloniais da articulação entre a CPLP e os PALOP.
Em termos gerais, a equipa está interessada em estudar os vestígios materiais, estéticos e epistemológicos da violência colonial e pós-independência (ou ‘destroços’, nas palavras de Ann Stoler) à luz do contexto contemporâneo, mas propõe-se fazê-lo a partir do ângulo específico do modo como certos espaços, outrora locais de violência política e de terror – nas suas diferentes formas biopolíticas de confronto, perseguição, massacre, exploração, destituição, etc. –, são semantizados no espaço contemporâneo das articulações do património pós-colonial. -, são semantizados no espaço contemporâneo das articulações patrimoniais pós-coloniais.