O chamada para propostas ao IFPH 2026 Lisbon: 8.ª Conferência Internacional de História Pública está aberta, até 30 de novembro de 2025. Organizada pela Federação Internacional de História Pública (IFPH, na sigla inglesa), terá lugar em Lisboa de 7 a 11 de setembro de 2026. A conferência será acolhida pelo IN2PAST – Laboratório Associado para a Investigação e Inovação em Património, Artes, Sustentabilidade e Território, um consórcio transdisciplinar de sete centros de investigação, no Colégio Almada Negreiros, no 'campus' de Campolide da Universidade NOVA de Lisboa.
Dedicada à História Pública de Passados Difíceis, a 8.ª Conferência da IFPH procura desafiar o revisionismo histórico, amplificar vozes marginalizadas e promover diálogos transnacionais sobre reconciliação, responsabilização e justiça restaurativa, convidando à submissão de contributos que explorem um dos mais de 25 subtópicos nos temas Contextos Históricos e Processos Globais, Desafios Contemporâneos e Inovações Metodológicas, Vozes e Perspetivas, e Justiça e Reconciliação.
A data-limite para apresentação de propostas é 30 de novembro de 2025 e o processo de revisão deve estar concluído até 31 de janeiro de 2026, seguido de uma chamada para apresentação de pósteres no mesmo mês. O texto completo da chamada, o calendário rumo à conferência, o guia para a submissão de propostas e as hiperligações necessárias encontram-se abaixo, em formato PDF, e noutros locais online, como em https://tinyurl.com/ifph2026lisbon-call.
O IN2PAST é representado na Comissão Diretiva da IFPH pela investigadora do IHC – NOVA FCSH Joana Dias Pereira.
Fotografia: Fortaleza de Peniche, Fortim Redondo, local do infame "Segredo" (celas de isolamento) © Paulo - Flickr (CC BY-NC-ND 2.0)
A 8.ª Conferência Internacional de História Pública, organizada pela Federação Internacional de História Pública, IFPH, terá lugar em Lisboa de 7 a 11 de setembro de 2026. Será acolhida pelo IN2PAST – Laboratório Associado para a Investigação e Inovação em Património, Artes, Sustentabilidade e Território, um consórcio transdisciplinar de sete centros de investigação, no Colégio Almada Negreiros no 'campus' de Campolide da Universidade NOVA de Lisboa.
Numa época em que se intensificam os ataques de movimentos de direita à memória, à diversidade, aos direitos humanos, à democracia e à própria história, a Federação Internacional de História Pública (IFPH, na sigla inglesa) reafirma o seu empenho em promover o envolvimento crítico com as formas como as sociedades confrontam, interpretam e se relacionam com os seus passados difíceis e presentes desafiantes. A IFPH condena veementemente a proibição de livros, a censura de narrativas históricas, a vigilância de estudantes e educadores, os ataques a locais de memória e a imposição de agendas ideológicas — em particular as distorções de direita —, que não só ameaçam a liberdade académica como minam os próprios princípios sobre os quais a história pública é construída. Neste contexto, a conferência procura desafiar o revisionismo histórico e o silenciamento, amplificar as vozes e memórias marginalizadas, e promover diálogos transnacionais sobre reconciliação, responsabilização e justiça restaurativa.
A História Pública há muito que aborda processos históricos globais, como o colonialismo, o tráfico transatlântico de escravos e o genocídio dos povos indígenas, bem como fenómenos que emergem em múltiplos contextos, incluindo conflitos armados e ditaduras. A investigação sobre o passado é um compromisso político e ético que visa analisar a forma como os passados difíceis foram vividos e recordados por diferentes comunidades e indivíduos, garantindo que as suas perspetivas são reconhecidas e respeitadas. Ao mesmo tempo, o contacto com estas histórias através da História Pública levanta desafios significativos. A partilha de autoridade com comunidades específicas e a amplificação de narrativas marginalizadas podem silenciar involuntariamente outras vozes, apresentando também dilemas éticos complexos.
Além disso, a História Pública atua na esfera pública, envolvendo diversos públicos e navegando por entre representações concorrentes do passado, numa era cada vez mais marcada pela instrumentalização política da história e pela disseminação de discursos revisionistas e negacionistas.
Esta conferência procura desafiar o revisionismo histórico, amplificar vozes marginalizadas e promover diálogos transnacionais sobre reconciliação, responsabilização e justiça restaurativa. São bem-vindas propostas que explorem:
Contextos Históricos e Processos Globais
Desafios Contemporâneos e Inovações Metodológicas
Vozes e Perspetivas
Justiça e Reconciliação
Guia para Submeter uma Proposta
Submeter um Resumo
O resumo deve ter entre 300 e 500 palavras para todos os tipos de propostas. Identifique os principais aspetos ou questões que a sua proposta aborda. Explique a sua abordagem, utilização e/ou prática da História Pública. Apresente brevemente, se aplicável, as diferentes propostas e a forma como se relacionam com os seus temas e questões principais.
Escolher um Tipo de Proposta
Submeta a sua proposta de painel proposta aqui.
Submeta a sua proposta de comunicação proposta aqui.
Submeta a sua proposta de Grupo de Trabalho proposta aqui.
CALENDÁRIO
Abertura da chamada para submissão de propostas: 30 de setembro de 2025
Data-limite para submissões: 30 de novembro de 2025
Prazo para a revisão: 31 de janeiro de 2026
Chamada para pósteres: janeiro de 2026
Anúncio dos resultados da chamada: até março de 2026
Publicação do programa da conferência: junho de 2026
Prazo de inscrição para a participação no local: agosto de 2026
Conferência: 7-11 de setembro de 2026